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sábado, 7 de Novembro de 2009

"Sente-te"

Luta mais, sente mais, vive mais!
Só assim contemplareis o abismo
Que da Vida é Viver, e não reais
E nobres Momentos de comodismo...

Vive-te. Envolve-te neste jogo
Que te consumirá de Amor
De loucura, que deste fogo
Queimará a Vida de esplendor...

Sorri, e essa que te magoa
Num elo tão curto de irmandade,
Deixa-a! Maldita pessoa
Que te Atormenta a felicidade...

Rúben Nogueira

"Maldita Insígnia"

As lutas não se fazem, perdem-se.

Tudo o que ainda temos para lutar,
Todo o passado que deles foi
Toda a loucura em torno de ambos.

Hoje, as perdidas sentem-se menos,
Quando o que havia para perder
Jaz em torno dos já perdidos.

E quando nos cansamos da nossa luta,
Pouco resta para contar.
Uma vida de desperdícios, milimétrica:

- Mais de mil metros de conquistas
Num Quilómetro de perdição...

Rúben Nogueira

"Amar sem Amor"

Breves palavras sussurrou
E logo me fez esquecer.
Traíste tudo o que sou
Lutaste pelo futuro ser...

Sussurrarás novos bordados
Que nos deixarão encantar.
Para sempre seremos amados
Sem nunca aprender a amar...

Rúben Nogueira

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

"Bancada Doirada"

Eu só quero sentir
Cair no encanto de sonhar
Perder-me sem iludir
Ter-me e mais não pensar...

O tempo só me limita
Em real bancada doirada.
Se existo, que desta escrita
Se Incendeie todo o meu nada!

Para trás o tempo ficou
Do real que pouco sustemos.
O futuro... nada mudou
Mas nós, de pé lutaremos!

Rúben Nogueira

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

"Descoroação"

Em um sonho de criança
Pensei sonhar igual;
Transpôr alma de lembrança
Divertir-me em tanto mal...

Suave toque foi moldando
O que és e o que fazes.
Mas os anos vão passando
E a ti, já não te trazes...

Não é riqueza ou amor
Que desejo eterno vai arder.
É divinamente o esplendor
De mais não conseguir sofrer...

Tanta procura de fraqueza
Se afasta da principal.
É a fugida da grandeza
Nesta Vida teatral...

Liberta-me sem demora
Da máquina que me sustém.
Maquinaria, chegou a hora
De contemplares o além...

Rúben Nogueira

sábado, 17 de Outubro de 2009

"Anamaria"

Todos os dias é discreta
Uma lembrança de criança.
Da morte nasce a certa
Nirvana de esperança.

Porque do abismo, a visão
Mata o medo de viver.
E por ti, que admiração
E que orgulho de conhecer!

São poucos os que param
E admiram a beldade.
É fácil, mas só reparam
No já feito com a idade.

Elos que ligam Vidas
Numa história que me toca.
Mostrai-lhes uma saída
Sem ajuda que sufoca.

Abençoai-me, que egoísmo
Me troque por alegria.
Hoje é o vosso baptismo
Supra-humanos, Ana-Maria!

Rúben Nogueira

"Até onde?"

Desejo mais que um exílio,
Ou local de perdição.
Desejo o leve auxílio
Sem desejo ou maldição!

Quero que revolucionários
Se contorçam da minha vida.
Apaguem os clarões diários
Que me atenuam a partida...

Nunca daqui partirei,
Pois muito está por cair.
Mesmo que perca, lutarei
Mas a Vida há-de sentir!

Hoje estou de luto.
Estarei tristeza agora,
Lutando por absoluto
Amanhã, chegou a hora!

Rúben Nogueira

"Quem me moldou?"

Ninguém vive para viver
Mas ninguém nasce para morrer.

Não compreendo a morte da Vida, quando a Vida morre no nosso sonho de viver. Viver não é ter Vida, e Vida, mais não sei o que é.

Rúben Nogueira

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

"Ser Pessoa"

É tanta a vontade de viver
Neste Destino, que atroz
Cabe a tarefa de morrer
Só a Deus, e não a nós...

São tão cruéis, mãos de Deus,
Que falsas vidas prolongais.
Somos médicos, ou somos réus
Que salvamos os Mortais?

A dor física lá vai,
Mas a alegria sangra inteira.
E de repente, a Vida cai
E cairá de qualquer maneira...

A todos custa perceber
Que o médico não salvará.
Abençoamos o viver,
Mas "para sempre" não haverá...

Rúben Nogueira

domingo, 4 de Outubro de 2009

"A nossa dor"

Que poderá maior frustração,
Existir do que a presença?
E porque sempre a sensação
De notarmos a diferença?

Que diferença deste rio
Que se junta a outro mar?
Tudo águas do mais brio,
E tudo lutas por chegar...

E que tons de pele diferentes
Nos separam, que tão cegos!
Destruímos as nossas gentes
Sossegando vossos egos...

Assim nos escondemos
Mudando nossa essência.
Nem a nós nos merecemos,
Que Deus tenha a clemência...

Pensa, reage, luta, vive!

Nada finjas, e desta bênção
Sê tu próprio; ainda que traste,
Sorri! Não pelo que pensam
Mas pelo que deles conquistaste...

Rúben Nogueira